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Vigília Pela Paz
Esta proposta de Vigília serve para ser feita nas Igrejas, em capelas e mesmo em casas, durante os encontros de grupos bíblicos. Se for na Igreja: Para a Vigília é bom colocar no meio do presbitério a pia de água batismal ou uma grande bacia de água benta. Se for possível, prepare em uma bacia um pequeno fogo ou fogueira móvel. Pode-se ainda colocar o Círio Pascal e, junto à estante da Palavra de Deus, se for possível, além da Bíblia, coloque também livros sagrados de outras religiões. É bom também prever um pão para ser abençoado e partilhado e ainda é possível colocar ervas amargas (chicória, rúcula, por exemplo). O ambiente comece no escuro. ESQUEMA DA VIGÍLIA: 1. Acolhida: (Saudação do irmão ou irmã que coordena:) Irmãos e irmãs, a Paz de Deus, fonte de amor universal, esteja com vocês. Estamos aqui reunidos para orar pela Paz e para dar ao mundo o testemunho de que quem é de Deus quer a Paz e é construtor da Paz. Mesmo se todos aqui somos de uma única religião e uma única Igreja, queremos aqui comungar e nos unir a toda a humanidade e aos irmãos e irmãs de cada tradição religiosa que existe no mundo. Vamos lembrar aqui (como quem chama em voz alta) comunidades de outras religiões e, a cada vez, a comunidade toda responde: "Presente" Livremente as pessoas vão lembrando as religiões que conhecem: comunidades muçulmanas, comunidades budistas, comunidades hinduístas, comunidades judias, comunidades zoroastristas, comunidades taoístas, comunidades do Santo Daime, comunidades siks, comunidades .do Candomblé, comunidades da Umbanda, comunidades indígenas, (outras). (Cuidado para o pessoal não confundir religiões com Igrejas e dizerem: religião batista, metodista, pentecostal... Depois que se dizem nomes das diversas religiões, se podem lembrar também as outras Igrejas cristãs da nossa mesma religião: e aí sim Igreja batista, igreja presbiteriana, igreja tal etc) 2 . Rito do lucernário (acender o fogo ou a Luz) Celebrante: Em comunhão com todas estas religiões e igrejas, vamos invocar a Deus como força de Paz e luz de nossas vidas. (Acende o fogo ou o Círio ou os dois, enquanto todos cantam um refrao, tipo "Ó Luz do Senhor que vem sobre a terra" Ou outro conhecido) Celebrante: Tendo acendido este Círio (ou este fogo) vamos recordar para quê trevas e escuridões de guerras e conflitos queremos que chegue a Luz da Paz de Deus. (As pessoas podem dizer livremente as situações de conflito pelas quais oramos) (O Celebrante conclui com uma oração inicial livre e todos se sentam.) 3. Liturgia da Palavra (Escuta de uma leitura bíblica e também pode se acrescentar um texto sagrado de outra religião) * Da Bíblia: se pode escolher: Isaías 2, 1 - 6. ou: Isaías 65, 17 - 25. * Como responso se canta um salmo Pode-se escolher um salmo que a comunidade conheça: Salmo 23: Pelos prados... ou então o Salmo 46, ou ainda o Salmo 146 (Quero cantar ao Senhor...) * Se a comunidade quiser, pode proclamar um texto ou uma frase de outras escrituras sagradas. Pode-se também ouvir o Evangelho Evangelho das bem-aventuranças: Mateus 5, 1 - 12. * Breve comentário do celebrante e se possível partilha e diálogo. * Depois todos encerram o rito da Palavra com um hino livre da comunidade. Hinos possíveis de serem cantados nesta Vigilia: Senhor, ouve esta prece.... Escuta, ó povo, a canção da alegria... Senhor, fazei-me instrumento de vossa Paz.... Povo que geme de tanta dor.... (todos estão no Ofício Divino das Comunidades - ver no índice) 4 . Intercessáo pela Paz Se quiser, tome no Ofício Divino das Comunidades, pagina 651 a comunhão e oração com cada uma das grandes religiões. Intençoes podem ser distribuídas entre tipos diversos de pessoas, crianças, mulheres, homens, pessoas mais velhas e assim por diante... No final das oraçoes, deixar intercessão livre.... Se a comunidade souber cantar e dançar pode se fazer o rito da Paz cantado e dançado com um mantra como "Dá-nos a Paz" ou "Mir, Mir, Mir" Ou outro que a comunidade conheça. Esse rito se conclui com o abraço da Paz entre todos. 5 - Comunhão (Consta dessa parte do rito, a partilha de ervas amargas, a oração do Pai Nosso ecumênico, a benção do pão e a comunhão do pão abençoado) Estamos orando pela Paz e queremos participar da dor e do sofrimento de tantos povos exilados e de tanta gente vítima das guerras. Na ceia pascal judaica, o modo como a comunidade mostra sua comunhão com a dor dos que vivem como escravos é comendo um pouco de ervas amargas. Vamos, então, agora, passar entre nós ervas amargas como sinal de que temos no coração a dor e a angústia de todas as vítimas das guerras. Passaremos em silencio as bandejas com ervas amargas, cada pessoa toma uma folha ou duas e vai mordendo devagar, enquanto em silêncio, faz memória no coração das crianças e das pessoas que sofrem a insegurança da vida, a expulsão de suas casas e todos os males das guerras... (Atenção: as ervas amargas passam em silencio, sem cantico e sem comentário. E não são abençoadas. Simplesmente se passam, em duas bandeijas, uma de cada lado da Igreja. Cada pessoa toma uma ou duas folhas e as mastiga lentamente). Agora, a partir dessa comunhão na dor, oremos juntos a Deus nosso Pai, nossa Mãe de amor, a oração que o próprio Jesus nos ensinou e que qualquer pessoa de religião monoteísta pode orar. Vamos orá-la bem lentamente e com o coração, se possível em sua versão ecumênica (Ofício Divino das Comunidades, pagina 655). Duas crianças trazem o pão e o celebrante convida uma mulher da comunidade, se possível, uma senhora de idade e mãe de família para dar a bênção em nome de todos. A bênção pode ser livre ou pode ser uma fórmula assim: - Bendito és tu, ó Deus de amor, pai e mãe de ternura, por este pão que vamos partilhar em teu nome como sinal de uma humanidade reconciliada e para ser em nós força de paz e reconciliação entre todas as raças e culturas. Abençoa este pão e esta comunidade que é sinal da tua presença no mundo. Por Cristo, nosso senhor. O pão é partilhado entre as pessoas, cada uma sentada em seu banco. Não é bom fazer fila de comunhão para distinguir da Missa. As crianças levam o pão partido aos diversos lugares da Igreja e cada pessoa toma um pedacinho e pode partilhar entre os vizinhos. Se quiserem durante a comunhão podem cantar algum cantico de paz e de comunhão humana. Sugestão de cânticos para este momento: - Quando o dia da Paz renascer... - Pão em todas as mesas... - Ó Deus salve o oratório... - Amigo é coisa pra se guardar... 6 - Compromisso Depois da comunhão, o celebrante propõe que a comunidade assuma um compromisso com Deus e com a humanidade de cada um, e como irmãos, ser testemunhas e construtores da paz, na medida das possibilidades de cada um/uma. O celebrante pode pedir que todos respondam Sim ou Quero a duas ou três perguntas de compromisso. Querem se comprometer em procurar reconciliar-se ou fazer algum gesto de reconciliação em direção às pessoas com as quais por acaso tiveram algum desentendimento? Em função de construir a paz do mundo, querem comprometer-se em trabalhar pela justiça, votar em candidatos que, de fato, sejam comprometidos com o bem do povo e sempre que possível participar de projetos de solidariedade humana? Como sinal de paz e justiça, querem comprometer-se a defender os direitos da terra, da água e da natureza e cuidar do meio ambiente? Prometem intensificar os laços comunitários e fazer de nossa comunidade uma comunidade aberta e acolhedora a todos, sinal da presença do amor de Deus pela humanidade? O celebrante conclui com a benção final e se quiserem cantam um cântico final que caracteriza mais a comunidade. [1] - Para esta Vigília é bom ter um ou alguns exemplares do livro OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES, Ed Paulus. Há uma Vigília Inter-religiosa pela Paz, na pág 650. [2] - Esta vigília ao convite do Papa para o Dia Mundia da Paz em Janeiro.
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