| |
Inácio de Loyola
Vida
Conversão
Estudos
Companheiros
Os Jesuítas
No
Brasil
No
Mundo
|
|
Inácio de Loyola
Conversão
Gravemente
ferido em batalha, Inácio, passa por um um curto período
de tratamento em Pamplona, e depois é levado ao castelo dos Loyola,
em junho de 1521. Durante o período de sua convalescença,
no castelo de Loyola, decide, por vaidade, se submeter por uma dolorosa
cirurgia para corrigir um trabalho grosseiro que havia sido feito em sua
perna estraçalhada em combate. O resultado disso foi uma convalescência
longa. Inácio pede livros de cavalaria para passar o tempo. Só
encontram, no castelo, dois livros: a "Vita Christi" (foto),
de Rodolfo da Saxônia, e a Vida dos Santos, cuja versão continha
prólogos às várias histórias escritos por
um monge cisterciense que considerava o serviço de Deus como uma
ordem cavalheiresca sagrada. Enquanto lia os livros, ele passava o tempo
recordando também narrativas de guerra e em pensamentos sobre uma
grande dama que ele admirava. Começou a leitura sem gosto, para
matar o tempo e descobriu, com surpresa, que estava gostando. Nos primeiros
estágios de sua leitura, sua atenção estava voltada
para o testemunho heróico os santos. Essa visão da vida
atraiu profundamente Inácio. Depois de muita reflexão, ele
decide imitar a vida austera dos santos e começa a refletir: "São
Domingos fez isto; pois eu tenho de o fazer também. São
Francisco fez aquilo; pois eu vou fazer outro tanto..." Aos poucos,
Inácio começa a encontrar sua liberdade espiritual e mudança
interior que é notada por todos de casa. Refletindo sobre o que
se passava no seu íntimo, foi caindo na conta de que os pensamentos
sobre Deus e sobre os santos custavam a entrar no seu coração,
mas depois deixavam-no contente e com muita paz. Pelo contrário,
as vaidades do mundo entravam facilmente, mas depois o deixavam frio e
descontente. Inácio começou então a ter a experiência
de "discernimento espiritual", isto é, a saber distinguir
a ação de Deus nele e a influência do mal e da própria
fraqueza humana.
O Peregrino
Já totalmente recuperado, em fevereiro de 1522,
Inácio despede-se de sua família e vai a Monserrat, mosteiro
beneditino nos arredores de Barcelona, no nordeste da Espanha. Ele passa
nesse local de peregrinação e faz uma confissão geral
dos pecados de toda sua vida, deposita espada e punhal aos pés
da imagem da Virgem Maria, como símbolo de renúncia, e,
vestido unicamente um roupa bem tosca e áspera de saco como faziam
os peregrinos penitentes. Passou a noite de 24 de março numa "vigília
de armas" em oração.
De
madrugada retira-se para Manresa para uma gruta nos arredores de Barcelona.
Em Manresa, Inácio anotou os sentimentos que experimentava durante
as orações e esses registros tornaram-se a base de um seu
pequeno livro chamado Exercícios Espirituais (foto). A permanência
em Manresa foi marcada por julgamentos espirituais e provações
que Inácio impunha a si mesmo, assim como por regozijo e iluminação
interior. Segudo ele, Deus, em Manresa, o tratou como um professor trata
seu aluno: ensinava-o a servir-lhe como ele desejava.
O peregrino entrega-se a Deus, disposto a seguir
suas inspirações a cada momento. Não sabe aonde estas
o levarão, mas enquanto não estiver certo de que lhe pede
outra coisa, irá a Jerusalém. Até sonhaem morrer
lá, como Cristo, anunciando aos infiéis o Evangelho.
Iluminação
Espiritual
Numa
das grutas, na qual costumava meditar e orar, às margens do rio
Cardoner, próximo a Manresa, Inácio experimenta, em setembro
de 1522 a sua mística Igreja Primitiva, como ele a chamava. Certo
dia, enquanto estava sentado num dos diques do rio Cardoner, segundo o
relata da sua autobiografia "os olhos de seu discernimento começaram
a se abrir, sem poder ver qualquer outra coisa, ele compreendeu e conheceu
muitas coisas, coisas do espírito e coisas da fé".
Tudo lhe pareceu novo e diferente, como se estivesse vendo coisas pela
primeira vez. Sob esta luz continua a escrever os Exercícios Espirituais.
O resultado desse período decisivo
foi a resolução de fazer uma peregrinação
a Jerusalém. Inácio de Loyola deixou Barcelona em março
de 1523 e, passando por Roma, Veneza e Chipre, atingiu Jerusalém
em 4 de setembro. Ele gostaria de ter-se estabelecido ali permanentemente,
mas o superior franciscano que custodiava os santuários da Igreja
latina não lhe permitiu seguir seu plano. Depois de visitar Betânia,
o Monte das Oliveiras, Belém, o Jordão, o Monte da Quarentena
e todos os lugares sagrados do programa preestabelecido aos peregrinos,
Inácio deixou a Palestina em 3 de outubro, voltando por Chipre
e Veneza e chegando a Barcelona em março de 1524..
| |
|
| ©2004 Jesuitas Brasil Nordeste |
|
|