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Praia do Porto da BarraEntre as muitas praias que circundam a cidade de Salvador na Bahia, uma se destaca, não tanto por sua extensão, pois é bem pequena, mas sobretudo por sua importância histórica. É a praia do Porto da Barra. Aí, em 29 de março de 1549, desembarcou o fundador da cidade, Tomé de Souza, e primeiro Governador Geral do Brasil. Acompanhavam a expedição seis companheiros de Santo Inácio de Loyola, o primeiro grupo de Jesuítas a tocar as terras da América. Eram eles os Padres Manoel da Nóbrega (Superior), Leonardo Nunes, Antônio Pires e João de Azpilcueta Navarro e os Irmãos Vicente Rodrigues e Diogo Jâcome. Pormenores: a Companhia de Jesus fora aprovada pelo Papa Paulo III, oito anos antes.

Nóbrega e seus companheiros, ao pisarem pela primeira vez aquele solo, estavam iniciando um empreendimento que logo se espalharia para o Sul e para o Norte, e assim marcando as povoações da costa atlântica; mais tarde também do interior, com o sinal da sua multiforme presença.


Quatro anos após Tomé de Souza fundar a cidade de Salvador, o irmão José de Anchieta desembarca junto à Ribeira das Naus, em 13 de junho de 1553. Em princípios de outubro, em companhia de Leonardo Nunes, veleja para o Sul. Doze anos mais tarde volta a Salvador, para se preparar para o sacerdócio. Vem da fundação e defesa da cidade de São Paulo, da conquista e primeira fundação do Rio de Janeiro, trazendo a experiência da catequese com os indígenas, a convivência com os Mamelucos e os "colonos" europeus. Em junho de 1566 é ordenado Presbítero. Durante quase onze anos, exerceu o cargo de Provincial do Brasil. Sua última visita à Bahia deu-se em 1592.

De 1652 a 1661 destaca-se a figura missionária e eloqüente do Padre Antônio Vieira no Grão Pará, Maranhão, Pará e Amazônia. De 1661 a 1681 sofre o Processo de condenação pela inquisição. E de 1681 a 1697 passa seus últimos anos na Bahia, na Comunidade do Colégio, trabalhando em suas obras e por três anos ocupa o cargo de Visitador Geral do Brasil e do Maranhão.

Aos 21 de julho de 1773, o
Papa Clemente XIV assinou o Breve "Dominus ac Redemptor" que suprimiu a Companhia de Jesus. Em 7 de agosto de 1814, o Papa Pio VII oficializou sua restauração com a Bula "Solicitudo onminim ecclesiarum".
 
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